
Mas afinal o que é o amor? O que podemos definir como amor? Muitas são as definições que existem para este sentimento tão característico dos humanos, e cada uma destas definições pode expressar o que é o amor para cada um de nós. Apesar de amor ser uma palavra constituída por quatro letras, muitas pessoas têm a sua definição para ela e para o que se sente quando temos este sentimento por alguém. Para mim, amor é uma palavra impossível de definir! É impossível de explicar, resumir, é apenas algo que se sente de formas diferentes. Nunca uma mera definição de poucas palavras pode definir um sentimento tão grande, que muitas vezes nos ultrapassa e nos torna tão pequenos para o seu tamanho! Eu sei que existe muitas pessoas a pensar o mesmo que eu, mas o que torna este sentimento diferente em relação a mim e aos outros é o que o amor provoca em mim! O que esse sentimento me faz sentir. Quando ele está, os momentos ficam guardados para sempre e nunca queremos que ele tenha uma vírgula e muito menos um ponto final... Mas quando ele se vai, ficamos deprimidos, choramos, soluçamos e ficamos moídos. Pois é, o amor é talvez o único sentimento do mundo capaz de transmitir diferentes sensações, diferentes pontos de vista.
Amor é encontrar o alguém que faz palpitar o coração em batidas fortes e ritmadas, que faz os nossos olhos brilhar de felicidade, que preenche os nossos dias com tudo o que de melhor há, mas que principalmente nos respeita, nos ampara, nos ouve e nos ama com todo o prazer da vida e com todas as suas forças.
Amor é algo tão grande e tão pequeno ao mesmo tempo, é algo único, diferente, que nos vicia. Amor é paixão ardente, é sentimento árduo e ao mesmo tempo delicioso com mistura de suor e luta, é simplesmente Amor.
"Qual é a luz que brilha através daquela janela? É o oriente, e Julieta é o Sol. Ergue-te, ó Sol resplandecente, e mata a Lua invejosa, que já está fraca e pálida de dor ao ver que tu, sua sacerdotisa, és muito mais bela do que ela própria. Não queiras mais ser sua sacerdotisa, já que tão invejosa é! As roupagens de vestal são doentias e lívidas, e somente os loucos as usam. Deita-as fora! Esta é a minha dama! Oh, eis o meu amor! Se ela o pudesse saber! O seu olhar é que fala e eu vou responder-lhe... Sou ousado de mais; não é para mim que ela fala. Duas das mais belas estrelas de todo o firmamento, quando têm alguma coisa a fazer, pedem aos olhos dela que brilhem nas suas esferas até que elas voltem. Oh! Se os seus olhos estivessem no firmamento e as estrelas no seu rosto! O esplendor da sua face envergonharia as estrelas do mesmo modo que a luz do dia faria envergonhar uma lâmpada. Se os seus olhos estivessem no Céu, lançariam, através das regiões etéreas, raios de tal esplendor que as aves cantariam, esquecendo que era noite. Vede como ela encosta a face à sua mão. Oh! quem me dera ser a luva dessa mão, para poder tocar a sua face."
Retirado de : "Romeu e Julieta"
Romeu e Julieta, William Shakespeare